Entenda como nascem as borbulhas, o que muda no aroma e no paladar de cada método e como ler Nature, Brut e Demi-Sec no rótulo.
Todo espumante passa por uma segunda fermentação, responsável pelas borbulhas. A diferença está em onde essa fermentação acontece, e isso muda bastante o estilo do vinho.
Método tradicional (champenoise)
A segunda fermentação acontece dentro da própria garrafa. Depois dela, o vinho permanece em contato com as leveduras por meses ou anos, o que costuma trazer aromas de pão, brioche e frutos secos, além de borbulhas mais finas.
É o método usado em Champagne, na Cava espanhola e em muitos espumantes brasileiros de destaque.
Método Charmat
A segunda fermentação acontece em grandes tanques de aço inox pressurizados. O processo é mais rápido e preserva os aromas frescos e frutados da uva. É o método clássico do Prosecco e de muitos espumantes Moscatel.
Qual é melhor?
Nenhum. São estilos diferentes. O tradicional tende a ser mais complexo; o Charmat, mais leve e frutado. A escolha depende da ocasião e do gosto de cada pessoa.
Lendo o rótulo: o nível de açúcar
| Classificação | Perfil |
|---|---|
| Nature | Sem açúcar adicionado, muito seco |
| Extra Brut | Muito seco |
| Brut | Seco, o mais comum |
| Demi-Sec | Levemente doce |
| Doce / Moscatel | Doce e aromático |
Os limites exatos de açúcar variam conforme a legislação de cada país.
Serviço
Sirva entre 6 e 8 °C, em taças de bojo médio, que valorizam os aromas melhor do que as flautas muito estreitas.
Para provar as diferenças lado a lado, conheça o curso Espumantes: do Método à Taça.
